Brasil e a descarbonização

O futuro da mobilidade é elétrico. Agora, resta saber quando isso de fato vai ocorrer dentro do setor automotivo brasileiro. Segundo um estudo da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a virada de chave deve começar em cerca de 15 anos.

Um caminho longo, se levarmos em conta que a substituição de motores convencionais por elétricos está sendo realizada de forma acelerada nos Estados Unidos, Europa e China. Mas, vale lembrar que esses países saíram na frente porque tiveram condições favoráveis.

Nos EUA, por exemplo, desde a década de 40 - quando Los Angeles já se tornava irrespirável - há investimento em tecnologia, criação de leis específicas e incentivos fiscais. E também, e não menos importante, uma opinião pública favorável à causa.

O resultado é que até 2035, a participação dos carros movidos a gasolina cairá de 88% para 2% em terras norte-americanas. Na China, essa variação será ainda maior, de 86% para 0%. Isso mesmo, é provável que toda a frota chinesa tenha seu perfil trocado em 15 anos.

Mas e por aqui? O estudo da Anfavea traça três cenários. Um de inércia, onde a descarbonização ocorreria de forma bastante lenta. Outro chamado de convergência global, com investimentos em toda a cadeia produtiva. E o terceiro, de protagonismo dos biocombustíveis, esse sim o ideal.


A Estapar torce para que o Brasil rume por caminhos que levem a utilização de energia sustentável e limpa o mais breve possível. E que trace políticas públicas e de investimento que permitam que o nosso cenário seja de um protagonismo sustentável.