Onde as patinetes elétricas devem circular?

Carros particulares e meios de transporte público não são mais os únicos a disputarem espaço nas vias públicas. Nos últimos anos, veículos de micromobilidade, como as patinetes elétricas, caíram no gosto da população e estão se tornando cada vez mais comuns nos principais centros urbanos. Em pouco menos de um ano, elas tomaram conta de inúmeras ruas e avenidas e já geram discussões em torno do assunto. 

O fenômeno se popularizou nos Estados Unidos com a proposta de oferecer um meio de transporte prático, rápido e ecológico para pessoas que perdiam horas presas no trânsito. Encabeçado por startups, o mercado se espalhou para outros continentes e, hoje, aparece como um segmento capaz de movimentar bilhões de dólares em um único ano.

Mas a novidade parece não agradar a todos, já que cidades superpopuladas não foram projetadas para lidar com esse tipo de mobilidade. Além dos veículos automotivos, as patinetes elétricas também disputam o espaço com os pedestres. Isso porque elas aderem à proposta “dockless” e ficam espalhadas livremente pelas calçadas, sem uma estação física para guardá-las. Seja parado ou em movimento, o equipamento coloca em alerta a circulação de muitas pessoas.

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o Brasil, ainda não existem leis específicas para as patinetes elétricas, mas algumas normas já devem ser seguidas. Apesar de não ser necessária carteira de habilitação para o seu uso, elas devem respeitar alguns limites de velocidade, como 6 km/h em áreas de circulação de pedestres e 20 km/h em ciclovias/ciclofaixas. Também é importante que o veículo possua campainha, sinalização noturna e equipamentos de proteção para evitar e reduzir acidentes. 

Nos próximos anos, a Estapar planeja criar um espaço de integração entre esses modais. Atualmente, já são mais de 200 bicicletários em suas unidades, que também poderão dar espaço às patinetes elétricas. Nesse sentido, ao retirar os equipamentos das calçadas e liberar o fluxo para os pedestres, os estacionamentos aparecerão como mais uma solução de micromobilidade.