#SXSW 3: As fusões na micromobilidade e o impulsionamento do segmento

Compartilhar produtos e serviços é uma tendência que vem ganhando força nos principais centros urbanos. Quando o assunto é mobilidade, as razões vão além da sustentabilidade e economia de dinheiro. Nos últimos anos, as empresas que atuam no segmento ganharam força e estão dispostas a melhorar o transporte nas grandes cidades.

 

As bicicletas e os patinetes elétricos, por exemplo, aparecem como “veículos” alternativos bastante atrativos para os investidores. Quem não tinha opções de meios de transporte first e last mile agora pode encurtar o tempo de viagem com novas na micromobilidade. Antes, um cenário que parecia só uma ideia isolada, hoje, movimenta bilhões de dólares e chama atenção das grandes empresas do segmento.

 

Esse foi um dos temas debatidos na South by Southwest (SXSW), o maior evento de inovação e de criatividade do mundo, realizado neste mês nos Estados Unidos e em que a Estapar acompanhou de perto.

 

A norte-americana Ford, por exemplo, já conta com uma divisão de “Smart Mobility”, área exclusiva para estruturar e estabelecer parceria com novos conceitos de transporte. Nos últimos anos, a companhia comprou importantes nomes no serviço de transporte de passageiros, como Chariot, Autonomic e TransLoc. O mais recente, no entanto, reforça o compromisso da Ford com modelos alternativos de locomoção. No final de 2018, a startup de patinetes elétricos Spin, que opera em grandes cidades estadunidenses, foi comprada em um valor próximo a US$ 100 milhões.

 

No Brasil, essas fusões no segmento também estão acontecendo. A startup líder em bicicletas sem estações e patinetes elétricos no país, a Yellow, anunciou a junção com mexicana Grin, principal empresa de patinetes elétricos da América Latina. Juntas, surge a Grow Mobility Inc., com uma frota de mais de 135 mil “veículos” distribuída em sete países. A Grin opera no Brasil desde a parceria com o aplicativo de entregas Rappi. No final do ano passado, essa união resultou na fusão da mexicana com a Ride, startup brasileira que já atuava na área da micromobilidade nas cidades do país.

 

Essas junções e parcerias, portanto, servem para compartilhar tendências do transporte do futuro, bem como impulsionar a atividade econômica em diferentes regiões. Para este ano, o mercado brasileiro ainda será ampliado com a chegada das bicicletas elétricas, das patinetes da norte-americana Lime e do crescimento da brasileira Tembici, que já oferecia bicicletas compartilhadas e agora entra no segmento de patinetes em parceria com a Petrobras.