O projeto do hidroanel no rio Tietê é viável?

Toda grande cidade possui um cartão postal. Uma paisagem inesquecível que todos os turistas querem eternizar em uma foto.

E você sabia que um dos rios mais poluídos do mundo já foi um desses cartões postais e que, há menos de 70 anos, eram realizadas provas de natação e remo em suas águas transparentes?

Localizado no coração de São Paulo, o rio Tietê, considerado um dos mais poluídos do planeta, é uma verdadeira artéria que percorre todo o Estado. Muito já se falou sobre a despoluição do rio com o objetivo de o tornar transitável, mas será que isso é possível?

O transporte sobre as águas em centros urbanos brasileiros já é uma ideia antiga, mas pelo tamanho e nível da poluição local se torna um processo complexo e talvez um tanto caro. Entretanto, alguns pesquisadores veem apresentando soluções que podem se tornar reais em breve.

O Departamento Hidroviário da Secretaria de Logística e Transportes de São Paulo vem desenvolvendo, em parceria com a FAU-USP, estudos de viabilidade técnica para implantação de um hidroanel metropolitano. O projeto compreende uma rede de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros, além das represas Billings e Taiaçupeba. Junto a esse complexo de vias, um canal artificial foi pensado totalizando 170 km de hidrovias urbanas.

Inicialmente, o projeto pretende utilizar porções mais limpas e navegáveis do rio incluindo 41 km, com início na barragem Edgard de Souza (em Santana do Parnaíba) chegando até São Miguel Paulista e apenas para o transporte de cargas.

No futuro, projetos de despoluição do Tietê ampliarão a malha hídrica da cidade e isso abre oportunidades até para a criação de transportes públicos hidroviários para passageiros comuns.

A Estapar tem um compromisso diário na busca por soluções mais sustentáveis não apenas para o seu negócio, mas para as cidades nas quais atua. Ter o Tietê limpo e transitável é o sonho não só de todos os moradores da cidade e do Estado, mas da nossa marca também.